Belão erra "manobra" e Progressistas fica de fora da CPI da Saúde



Deputados estaduais do Progressistas/AM, anunciaram de forma intrigante na manhã desta terça-feira (23) que o partido abre mão de uma das vagas na composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que investiga gastos na saúde no Amazonas.


Estava por certo que a escolhida do partido para compor a "Comissão" seria a deputada Dra. Mayara Pinheiro, até ela declarar em seu discurso durante Sessão, que não aceitaria mais participar da CPI. Decisão essa, que pegou o líder do partido Belarmino Lins de surpresa.


Na tentativa de salvar a vaga na CPI, Lins anunciou o deputado Álvaro Campelo como substituto de Mayara para ocupar a vaga. Campelo, recusou a indicação de imediato, o que obrigou Belarmino Lins a desistir da "manobra". “Não quero que paire nenhuma dúvida para dizerem que sou vice-líder do Governo e que estou ali para atrapalhar porque tem interesse de blindar. Eu não quero que paire nenhuma dúvida sobre a minha indicação, por isso acredito que vossa excelência é a pessoa mais indicada para compor a comissão”, disse Álvaro ao decano Belarmino.


Belão, então, anunciou que os Progressistas não faram mais parte da Comissão Parlamentar de Inquérito. “Então nessas circunstâncias já que vossa excelência (Álvaro Campelo) declina de ser o nosso representado na CPI, perde-se o objeto da nossa reclamação. Os progressistas desistem da reclamação para que a CPI continue, prossiga no trabalho que vem realizando com os seus membros e, os membros que a Justiça determinar. Porque eu não vou ser usado como o mais velho para compor a CPI”, disse.


Ari Moutinho decide manter CPI da Saúde da Aleam


O desembargador Ari Jorge Moutinho decidiu, nesta terça-feira (23), manter a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde em seu formato original. O magistrado aceitou a tese de que a formação da CPI da Saúde ocorreu baseada em regras do regimento interno da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), constituindo uma ‘questão interna corporis’, não cabendo intervenção do Poder Judiciário. Duas decisões anteriores haviam barrado a Comissão.





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