CPI detecta contradições em relato de empresa fornecedora de respiradores

Contr

adições foram detectadas pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, na tarde desta terça-feira (16), em depoimento do sócio-proprietário da FJAP, Fábio José Passos. De acordo com o presidente da CPI, deputado estadual Delegado Péricles, a alteração do nome fantasia no momento que estourou o escândalo da compra de respiradores no Amazonas, o recebimento duas horas após a entrega parcial e, ainda, o empréstimo de R$2 milhões – mesmo diante da pandemia – para compra dos equipamentos foram alguns pontos questionados pelos parlamentares .


“O senhor Fábio apresentou inúmeras contradições durante depoimento. Mudar o nome fantasia e dizer que não sabe qual era antes da alteração, dizer que não conhecia qualquer pessoa e que foi escolhido apenas por meio de entrega de cartão de visita à Susam e receber duas horas depois, com dinheiro de um amigo que se solidarizou com ele em pleno momento de pandemia? É claro que há contradições e fatos não esclarecidos nesta compra”, afirmou o presidente da CPI.


O sócio-proprietário, de acordo com o deputado estadual, entrou em contradição ainda sobre a data de entrega dos equipamentos. “Inicialmente ele disse que entregou e depois recebeu. Depois começou a imputar responsabilidade da entrega para a Sonoar – empresa da qual comprou os respiradores. Já disse que não sabia e não podia assegurar quando foram entregues. Como alguém fornece um equipamento e não acompanha e garante sua entrega?”, questionou Péricles.


Durante reunião, os cinco parlamentares titulares reforçaram o não pronunciamento anterior do empresário e o recebimento em tempo recorde de recebimento do valor do produto, levando em consideração a quantidade de prestadores de serviço que têm prestado serviços ao Executivo Estadual sem receber.


Em segundo depoimento, o senhor Caio Henrique Faustino da Silva, coordenador da Gerência de Projetos da Susam prestou esclarecimentos sobre os trâmites adotados no processo de aquisição dos respiradores.


“O depoente afirmou ter visto tentativa de utilização de seus despachos usados sem permissão para validar outros trâmites e ter sido pressionado a assinar projetos não elaborados pela sua equipe. Se negou e foi exonerado. Sem contar as noites trabalhadas em projetos que no dia seguinte sumiam e dava lugar a novos processos. Isso é grave. Foram graves revelações que apontam ilegalidades nos procedimentos da Susam”, concluiu.

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