Deputados repercutem Operação da Polícia Federal no Amazonas


A Operação Sangria, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Manaus nas primeiras horas desta terça-feira (30), teve grande repercussão entre os deputados estaduais durante a Sessão Plenária virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Abrindo os pronunciamentos no Pequeno Expediente, o deputado Dermilson Chagas (Podemos) pediu ao presidente do Poder Legislativo, deputado Josué Neto (PRTB), a imediata instalação de uma comissão de impeachment do governador Wilson Lima, que está sob investigação da PF, junto com membros do seu secretariado e empresários locais, suspeitos de irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Saúde (Susam) no período de calamidade pública na saúde causada pela pandemia do novo coronavírus.


“Peço ao presidente desta Casa, Josué Neto (PRTB), que convoque imediatamente uma reunião com a finalidade de instalar e indicar os membros da Comissão Especial de Impeachment”, declarou Chagas, afirmando ainda que “a Aleam tem o papel de fiscalizar as ações do governo”.


O deputado Wilker Barreto (Podemos) também se manifestou sobre a Operação Sangria, que além de apreensão de documentos, prendeu temporariamente a atual titular da Susam, Simone Papaiz e mais sete suspeitos. “Apesar de ser uma notícia trágica”, disse Barreto no início de seu discurso, afirmando que os amazonenses não gostam de ver, no âmbito nacional, seu Estado ligado a esse tipo de notícias; mas definiu como “sentimento de libertação” as ações da PF, em cumprimento a mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). “E se o governador e seu vice tinham informações, tinham consciência sobre o que estava acontecendo, também cometeram crime”, avaliou. Barreto disse ser preciso valorizar o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instalada na Aleam e que vem apurando as supostas fraudes em licitações e desvios de dinheiro público.


O presidente da CPI da Saúde, deputado Delegado Péricles (PL), o deputado Felipe Souza (Patriota), deputada Joana Darc (PL) e deputada Alessandra Campêlo (MDB) também debateram as notícias da Operação Sangria. Péricles parabenizou o delegado que coordenou a Operação e demais membros.Souza reforçou a importância dos trabalhos da CPI da Saúde. “Os deputados que lutaram por essa CPI viram que algo estava errado, e aí está a PF ratificando”, declarou.


A líder do governo na Aleam, deputada Joana Darc (PL), disse que “não vai colocar panos quentes” no assunto, e que a mesma sempre defendeu a fiscalização das ações do governo, incluindo as atividades feitas pela CPI da Saúde. “Porém, as informações que possuo neste momento, são as apresentadas pelos meios de comunicação”, justificou, informando que iria buscar ainda no dia de hoje informações detalhadas junto ao Executivo e se manifestará quando estiver de posse de todos os dados. Já a deputada  Alessandra Campêlo (MDB) afirmou ser preciso esperar que os órgãos competentes concluam suas investigações e apresentes os resultados. “Não irei condenar ninguém antecipadamente”, concluiu.

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