Petrobras esclarece venda do Polo Urucu no Amazonas "não perdemos interesse no estado"


O anuncio feito pela Petrobras em colocar à venda o Polo de Urucu, na última sexta (26), pegou muitos trabalhadores de surpresa, além de gerar debates no meio político empresarial sobre o tema. Muitos dúvidas pairou sobre a decisão, o que levou o diretor de Relacionamento Institucional da petroleira, Roberto Furian Ardenghy a se manifestar sobre o assunto.


Em entrevista concedida ao Jornal do Commercio, Roberto Furian Ardenghy, explica que não há motivos para preocupações, pois a venda é uma estratégia para otimizar alocação de capital e reduzir endividamento. Ele garante que a empresa não perdeu o interesse no Estado, nem está se retirando completamente.


Ele afirma que a companhia está em um “momento importante” em seu portfólio, no qual procura investimentos “que façam sentido” para seu tamanho e a maneira de atuar no setor. Ele garante, contudo, que a região vai sair ganhando com a entrada de novas empresas para gerir Urucu, dada a perspectiva de aumento de produção e reservas, e do consequente aquecimento na cadeia de serviços da atividade. Para isso, dá como exemplo o campo de Azulão, na Bacia do Amazonas.


“Alguns ativos de menor tamanho já não fazem mais sentido para a Petrobras, o que abre a possibilidade de novas companhias de tamanho médio atuarem na área, gerando recursos, impostos e empregos nos locais dessa produção tradicional. Ao mesmo tempo, o surgimento do pré-sal e de sua grande capacidade de geração de barris de petróleo e de gás natural fez com que a empresa, em um movimento de gestão de portfólio, decidisse transferir essa produção. É nesse contexto que se insere a decisão”, frisou.


A Petrobras resolveu "abrir mão" dos campos produtores de petróleo leve e do gás natural que atende ao sistema isolado de Manaus, no Amazonas. Os campos, na Bacia do Solimões, estão entre os maiores produtores em terra no Brasil.


Além disso, está ofertando as quatro unidades de processamento de gás natural (UPGNs) e estações de tratamento e compressão, tanques de petróleo e esferas de GLP. Os campos estão em área remota e possuem aeroporto, centro médico e bases de apoio logístico, todos colocados à venda.


São, ao todo, sete campos – Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste Urucu –, que produzem 16,525 mil barris/dia de óleo e condensado e 14,281 milhões de m³/dia de gás natural. As instalações de processamento incluem uma unidade de GLP, que produz 1,137 milhão de toneladas. Os campos começaram a produzir nos anos de 1980.

0 visualização

Siga o Poder nas redes sociais

  • Facebook
  • Instagram

© 2020. Poder Amazonas